Inteligência artificial deve afetar 40% dos empregos globais e redesenhar o mercado de trabalho, aponta estudo

Autores do artigo original: Umida Ulug'bek qizi Sherqo'ziyeva

Sun'iy intellekt ta'sirida mehnat bozori: texnologik ishsizlik, kasblar qayta taqsimlanishi va inson kapitaliga yangi talablar

Um estudo de caráter macroeconômico analisou os impactos das tecnologias de inteligência artificial (IA) na transformação dos mercados de trabalho globais e nacionais. A pesquisa avaliou as dinâmicas de redução e criação de postos de trabalho, as mudanças nas estruturas profissionais e as novas exigências de capital humano decorrentes da automação.

Por Sherqo‘ziyeva Umida Ulug‘bek Qizi, Filial de Yangiyer do Instituto de Tecnologia Química de Tashkent — Yangiyer, Uzbequistão

Publicado em 23-09-2026 • Atualizado em 27/09/2026, 20:00:45

O avanço da inteligência artificial (IA) consolidou-se como um dos principais fatores de transformação do mercado de trabalho global. Diferente de ondas anteriores de automação, que se concentraram em tarefas físicas e repetitivas, a tecnologia atual avança sobre atividades intelectuais e de alta qualificação, alterando a demanda por competências em diversos setores econômicos.

O estudo foi conduzido pela pesquisadora Sherqo‘ziyeva Umida Ulug‘bek Qizi, do Instituto de Tecnologia Química de Tashkent, e publicado na revista científica Agrobiznes, Fan va Texnologiyalar. A análise fundamentou-se em dados macroeconômicos e estatísticos de entidades como o Fórum Econômico Mundial (WEF), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Impacto desigual entre economias e gêneros

As estimativas do FMI indicam que a exposição do emprego à inteligência artificial varia conforme o nível de desenvolvimento de cada país. Nas economias desenvolvidas, até 60% dos postos de trabalho podem ser afetados pela IA. Esse índice cai para 40% em economias de mercado emergentes e para 26% em nações de baixa renda.

O mapeamento também evidenciou disparidades de gênero. De acordo com o índice de exposição ocupacional da OIT e do instituto polonês NASK, 9,6% do emprego feminino em países de alta renda está sujeito a um risco elevado de automação, em comparação com 3,5% do emprego masculino. A diferença reflete a maior presença de mulheres em funções administrativas e de apoio operacional, que apresentam tarefas mais passíveis de substituição tecnológica.

Dinâmica de criação e substituição de vagas

As projeções globais para o ano de 2030 apontam para uma reestruturação nas vagas existentes. Dados do Fórum Econômico Mundial indicam que as transições tecnológicas, demográficas e ecológicas deverão gerar 170 milhões de empregos, enquanto 92 milhões de postos serão descontinuados. No recorte específico do impacto da IA, estima-se a criação de 11 milhões de novas posições contra a redução de 9 milhões de empregos.

Relatórios empíricos de 2025 e 2026 detalham o impacto setorial da IA:

Apesar da viabilidade de automação de 57% das horas de trabalho nos EUA por IA, apontada pelo McKinsey Global Institute, o estudo ressalta que essa capacidade técnica não equivale ao desaparecimento automático dos empregos. Cerca de 70% das habilidades exigidas atualmente integram atividades automatizáveis e não automatizáveis de forma conjunta, limitando a substituição totalizada de cargos.

Propostas para economias em desenvolvimento

Com base no cenário analisado, a pesquisadora propôs cinco diretrizes estratégicas voltadas para a...

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Revisado e aprovado por lss.duda antes da publicação.